Um teatro de fantoches, promovido pela equipa da viatura médica de emergência e reanimação (VMER/INEM) do hospital da Figueira da Foz, serve para transmitir noções básicas de emergência e socorro às crianças das escolas do concelho.
O teatro conta a história de um menino atropelado por um automóvel quando andava de patins e destina-se a incutir nos mais novos a importância da correcta utilização do número de emergência 112 e do primeiro apoio à vítima.
“O teatro de fantoches nasceu da necessidade de adequar a linguagem científica e extremamente técnica que é utilizada na Saúde à população a quem se dirige, as crianças do 1º ao 4º ano”, disse à agência Lusa José Nelas, enfermeiro da VMER.
Na representação, cuja primeira edição esteve a cargo dos enfermeiros José Nelas e Rui Tinoco, o primeiro deu voz a Margarida, a menina que primeiro acode a Serginho, o acidentado.
Em verso, perante o riso da assistência, Margarida liga para o 112 e exclama: “Alô, alô, daqui fala do jardim. Um menino atropelado está aqui ao pé de mim”.
Seguem-se os procedimentos que levam até ao local uma ambulância e com ela o médico, Calisto Sapiente, que socorre Sérginho.
Para além dos fantoches, a formação dos mais pequenos incluiu uma sessão prática onde foi simulada a chamada telefónica para o 112 e os primeiros procedimentos de socorro.
No final, as cerca de 50 crianças de duas escolas das freguesias de Buarcos e Tavarede receberam um caderno de pintar, que recorda, no papel, as três personagens dos fantoches bem como outra informação destinada a ser partilhada em família.
“Espero que as crianças cheguem a casa, digam aos pais o que se passou e sejam um factor motivador para que os pais e encarregados de educação se sintam na obrigação de fazerem parte desta cadeia de sobrevivência”, adiantou José Nelas.
Até Maio a formação em suporte básico de vida vai abranger 2.500 alunos do primeiro ciclo das escolas da Figueira da Foz, completando a formação iniciada em 2008 noutros níveis de ensino que, no total, abrange cerca de 6 mil estudantes.
O projecto, intitulado “Figueira da Foz fica em boas mãos”, arrancou o ano passado nas áreas da hotelaria e restauração, estendendo-se depois às escolas, mas vai ainda abranger funcionários de lares de idosos e elementos das forças de segurança, entre outros.
“As pessoas sabem que existe o 112 mas sobre o suporte básico de vida é evidente que não têm conhecimento. Quando iniciamos o projecto algumas diziam que ouviram falar, que sabem mais ou menos, mas não nos interessa que saibam mais ou menos”, frisou, por seu turno, Rui Tinoco.
“Interessa que saibam, o suporte básico de vida é tão simples e pode salvar uma vida”, sustentou.
Incluída na comemoração dos 10 anos da VMER do hospital distrital da Figueira da Foz, a iniciativa conta com a colaboração do Centro de Saúde local, Bombeiros Municipais e Voluntários, PSP, GNR, Cruz Vermelha, Protecção Civil, Câmara Municipal, empresa municipal Figueira Grande Turismo e juntas de freguesia do concelho.
11-01-200918