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Leiria: Associação Empresarial acusa EDP de não ter tempo para reunião, empresa desmente
A NERLEI – Associação Empresarial da Região de Leiria acusou a EDP de não ter tempo para reunir com esta entidade para discutir a qualidade do fornecimento de energia eléctrica, situação desmentida pela empresa.

Numa nota de imprensa, a NERLEI esclarece que “um mês após ter solicitado uma reunião à administração da EDP” continua a “aguardar o agendamento deste encontro”.

O pedido surgiu na sequência de um inquérito que promoveu junto dos seus associados e 250 maiores empresas do distrito para avaliar a qualidade dos serviços da EDP, o qual concluiu que “o fornecimento de energia eléctrica é deficiente e influencia negativamente a competitividade das empresas do distrito”.

À Agência Lusa, a responsável pelo gabinete de comunicação da EDP Distribuição, Maria Antónia Fonseca, desmentiu que a empresa não tenha tempo para a reunião.

“A EDP está aberta para reunir com a NERLEI assim como com qualquer outra associação de empresários”, garantiu, acrescentando que “a direcção comercial da EDP tem reunido com os associados e está também à espera que a direcção da NERLEI marque uma reunião”.

O presidente da NERLEI, Ribeiro Vieira, declarou que, “em princípio, a direcção comercial é uma pessoa que vende qualquer coisa” e a “associação não está para comprar nada”.

Ribeiro Vieira reconheceu que problemas no abastecimento de energia eléctrica “têm existido em todo o país, dadas as condições meteorológicas”, mas “há muito tempo que precisamos que a EDP nos fale sobre o que vai fazer para evitar situações semelhantes no futuro”.

O responsável adiantou que na eventualidade de a administração da EDP não agendar uma reunião até ao final do mês de Março, a direcção da NERLEI admite convocar uma assembleia geral de associados alargada ao Conselho Empresarial da Região de Leiria, órgão consultivo da associação, com o propósito de discutir esta problemática.

“É um mau serviço que esta empresa pública está a prestar ao país e até ao governo da nação”, disse o presidente da associação.

O inquérito realizado pela NERLEI junto de 413 empresas revela que 91,8 por cento foram afectadas por cortes de energia no ano de 2009 e destas quase 40 por cento asseguraram que os cortes de energia acontecem sempre que há mau tempo.

Segundo a NERLEI, esta é uma situação que os empresários não compreendem, "pois consideram que a rede de distribuição deveria estar melhor preparada para resistir às condições atmosféricas adversas".

"Das 379 empresas que sofreram cortes de energia em 2009, apenas 16,8 por cento consideram que os efeitos desses cortes na actividade da empresa foram praticamente nulos", refere a associação, justificando com o facto de várias dessas empresas terem fontes de alimentação alternativas.

O inquérito demonstra também que, apesar das falhas de energia registadas serem, na sua maioria, de curta duração, "os seus efeitos na actividade das empresas são, mesmo assim, muito graves".

09-03-201018
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