É uma decisão insólita. O juiz de instrução criminal do Tribunal de Pombal, João Castro, escusou-se a revelar as medidas de coação aplicadas às duas pessoas detidas no âmbito do processo de desfalque na câmara municipal e os crimes que impendem sobre os arguidos alegando tratar-se de uma matéria de segredo de justiça.
O funcionário da autarquia de 58 anos, autor confesso de ter desviado cerca de 500 mil euros de uma conta do município, foi detido segunda-feira em Leiria, após ter alegadamente efectuado levantamentos em várias dependências bancárias, viu esta terça-feira à tarde confirmada a prisão preventiva.
O suspeito terá supostamente desfalcado uma conta do município em mais de meio milhão de euros, desde Dezembro de 2009. O caso terá sido desmantelado depois da PJ indagar a câmara municipal acerca de um pagamento nos serviços camarários ter sido feito com uma nota falsa.
Realizada uma vistoria às contas do município terá soado o alarme para a existência de um desfalque que motivou a suspensão de funções do contabilista Vítor Leitão, em prisão preventiva.
Fonte camarária adiantou, que vai requerer o aresto preventivo de bens do principal suspeito envolvido no caso.
A medida de coação aplicada ao arguido Vítor Leitão foi revelada pelo seu advogado António Gaspar que também não se quis adiantar os crimes de que é indiciado o seu constituinte.